Famintos digladiam
Em filas intermináveis
São apenas saliva
Por pão e sal.
Despossuídos espremem-se
Nas montanhas de corpos e braços
Sob toldos e pontes.
Desesperados e imersos
Em sua solidão de homem
Lutam por dedos de veludos
Com socos e palavras bonitas.
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